quinta-feira, 23 de outubro de 2008

S02E06

"Marcos abriu os olhos lentamente. Estava totalmente leve, se sentindo numa flutuante nuvem fina e densa que o carregava por entre as árvores que tinham flores roxas e amarelas. Olhou para cima e viu um céu azul claro, limpo, sem uma única nuvem ou sinal algum de poluição. Ouvia o som suave da água do rio que corria à sua direita, suave, criando uma melodia sólida diante do canto dos pássaros que alí estavam tomando um sol nos galhos das árvores, uma melodia única que ele jamais ouvira antes ou ouviria depois. Aquele momento era único.
Seus olhos percorreram do rio para o céu e do céu para seu lado esquerdo, onde estava o sol se pondo, alaranjando metade do céu, criando uma obra prima magnífica em pleno paraíso, alí era o paraíso. Fechou os olhos e relaxou deitado naquela densa nuvem que o levava para os lugares mais belos do mundo.
Mais na frente a paisagem escureceu-se. Uma enorme gruta engoliu Marcos e agora ouvia o eco da água que pingava da estalquitites no chão, onde o rio cortava, seguindo seu caminho. Alguns morcegos voavam sobre Marcos, fornecendo-lhe uma pequena brisa de vento que provinha das suas asas, mas aquilo não assustava o garoto, que sorria, se sentindo muito bem.
Fechou os olhos novamente e abriu. Acima dele estava uma fumaça, o barulho da água caindo cessara e a paisagem estava muito diferente. Um som alto de Polythene Pam, Beatles, tocava num quarto fechado. Estava na sua cama e encostado nela, sentado no chão, estava Renato.
Riu alto ao olhar para o irmão e então fechou os olhos. Voltou para seu próprio mundo."

terça-feira, 21 de outubro de 2008

S02E05

"A água morna corria da cabeça aos pés de Marcos, enquanto ensaboava seu corpo inteiro, num banho tranquilizador. Lavou cada parte do corpo com um perfeccionismo típico, lavou os cabelos e desligou o chuveiro, pegando as toalhas e se secando.
Saiu de roupão e foi para o quarto, abriu seu guarda-roupa e alí ficou parado analisando qual seria a melhor roupa para aquela ocasião. Por fim, escolheu sua melhor calça, vestiu sua camiseta e um casaco, colocou seu cachecol, voltou para o banheiro, onde fez a barba e arrumou o cabelo e, para finalizar, borrifou do seu melhor perfume pelo corpo.
Subiu as escadas, foi para o banheiro do andar de cima, escovou seus dentes, pegou a chave do carro e partiu para a casa de Roberta. Os dois tinham combinado de sair com Renato e Anahí, iam fazer um programa cultural, teatro, e depois iriam para a Avenida Paulista tomar um café no Starbucks. Queriam algo mais light, e a proposta de Marcos foi aceita.
Parou o carro no condomínio e buzinou duas vezes, desligou a chave e encostou no banco, olhando para o céu. A noite estava muito bonita e Marcos estava contente com a vida que levava, com os amigos que estava saindo, com os dias que estava tendo ao lado deles. O pensamento cessou ao ouvir o barulho do portão se abrindo e avistou Roberta, linda como sempre. Usava uma calça jeans, uma bota preta e um sobretudo cinza fechado que caía até seus joelhos. Os seus cabelos loiros estavam soltos, caindo sobre as costas e os olhos verdes estavam mais belos do que nunca. Entrou no carro sorrindo, como de costume, e deu um beijo estalado na buchecha de Marcos.
Foram ao Teatro Brigadeiro, e lá encontraram Anahí e Renato, abraçados no frio, esperando os dois chegarem para comprar os ingressos juntos e escolher assentos próximos. Marcos sorriu para o casal, eles sabiam que o garoto invejava a vida que os dois levavam, tão serena e romântica, sempre de bem, nunca brigando e se amando a cada segundo.
Marcos não estava com Roberta, isso ele sabia, e aquele encontro de casais não significava nada para ela, nem para ele. A única coisa que Marcos não esperava era que, ao chegar no teatro e sair do carro, Roberta segurou o braço dele e foi andando ao seu lado durante todo o tempo.
Assistiram a peça e então partiram para o café. A noite estava fria e uma garoa fina caía em plena Paulista, mas nada impedia os garotos de irem até o Starbucks tomarem um café.
Sentaram em uma mesa, pediram alguns capuccinos e conversaram sobre inumeros assuntos, como a peça que tinham acabado de assistir, sobre a faculdade de alguns que faziam e, no fim da noite, Anahí disse que viajaria com Renato no fim de semana seguinte. Marcos ficou feliz pelo jeito que as coisas andavam com os dois, e desejou que um dia pudesse ter essa vida com alguém, de preferência a princesa loira que estava sentada do seu lado, no momento rindo de alguma piada que ele tinha feito.
Pagaram a conta e cada um foi para seu carro. Marcos abriu a porta para Roberta que o agradeceu com um enorme sorriso, então seguiu para a casa dela. No caminho conversavam sobre Renato e Anahí.
- Anahí tem sorte, seu irmão é um cara legal!
- Sim, ele é foda! Tenho saudade da época que morávamos juntos, a gente é muito unido.
- Eles formam um casal lindo! - Roberta olhava a rua lá fora.
- Espero encontrar alguém que me faça feliz, assim como os dois se encontraram. - Marcos lançou um olhar para Roberta e sorriu.
Estacionou o carro em frente ao portão de madeira e desligou o carro. Respirou fundo, olhou para a menina e então disse:
- Você estava linda essa noite. Aliás, você é linda sempre. Obrigado por estar fazendo parte da minha vida e ser uma ótima companhia para mim.
Roberta sorriu e corou levemente.
- Má... - ficou em silêncio. - Você quase sempre me deixa sem palavras...
O beijo de boa noite foi dado."

domingo, 19 de outubro de 2008

S02E04

"O carro parou em frente da casa de portão de madeira. A chuva caía fina la fora e um abraço de longos segundos aconteceu, seguido por um beijo carinhoso na buxexa, a porta se abriu depois e a menina saiu, abriu seu portão e ainda acenou, dizendo silábicamente um boa noite, então entrou.
O carro não andou. A chuva caía, sem um único movimento do para-brisa, causando um mosaico no vidro da frente. O vidro do motorista desceu e uma chama fez-se dentro do carro, acendendo um cigarro que fora baforado pela janela aberta. A rua do condomínio deserta dava um ar de serenidade para Marcos, que olhava para frente sem um simples piscar de olhos. Terminou seu cigarro, o jogou no asfalto molhado e ligou o carro.
- Muito obrigado, Má. - disse a menina minutos antes. - Você é muito importante para mim.
Cansado! Era assim que Marcos se sentia. Cansado de viver daquele jeito, de ser quem era, de achar que gostava de alguém, de sempre estar (ou ser) enganado. Ele era o amigo, não o pretendente.
Claro que ainda era cedo, mas ele tinha iniciado tudo da maneira mais errada. Agora eles eram amigos, e não era isso que Marcos queria como um 'definitivamente'. Suspirava forte enquanto seguia pela avenida praticamente vazia.
- Esqueça-a, antes que seja tarde. - pensava Marcos.
Uma única semana, apenas uma, e Marcos já se sentia diferente em relação à Roberta. Péssimo para ele, péssimo para ela, péssimo para todos que estavam em sua volta. Ele conseguiu esquecer Stela, de uma maneira rápida e prática, trocando-a por uma outra, em uma mesma épica amorosa: nunca a teria.
Não, ele não estava apaixonado, nem pensava estar, como pensou com Stela. Mas foi em um único momento que ele conseguiu pensar nos dois juntos, como um casal e não como amigos. Até o momento em que outro rapaz tentou algo e ela jogou o jogo proposto, de maneira peculiar.
Chegou em casa e desceu para seu quarto, estava de saco cheio. Abriu sua gaveta e pegou o resto do que tinha e começou a dichavar, nervoso com toda a situação. Pegou um pedaço da seda e fez um pequeno cigarro e acendeu, enquanto colocava Magical Mistery Tour para rodar em seu computador. Deitou na cama, fumou metade e guardou o restante.
Se arrependeu, por um instante, de ter ido nesta noite. Depois riu e pensou que o tempo era o que ele precisava, decidiu que iria parar de ser Marcos."

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

S02E03

“O sol estava torrando, desculpa ideal para Marcos ir até o quiosque da praia, para tomar uma cerveja. Fora com Renato, enquanto Fabiana e Anahí iam no mar e Jorge e Bernardo ficavam na casa para arrumar o resto da bagunça.
Renato comentava sobre as brisas da noite passada, Marcos ria freneticamente, se lembrando, entre um gole e outro, dos absurdos que falou. Ele pediu outra cerveja e acendeu um cigarro, olhou para o mar. Seu irmão ainda comentava sobre a noite, mas Marcos já não ria mais, sequer prestava atenção. Algo havia lhe chamado a atenção. Vindo em direção dos quiosques, Anahí e Fabiana andavam e conversavam com outra menina.
Seus cabelos loiros estavam grudados na pele branca e macia, devido a água do mar. Em um caminhar perfeito, com um corpo frágil, porém bonito, a menina soltou uma risada que o encantou. Seu sorriso era perfeito, simétrico e delicado, tanto quanto seu rosto angelical e seus olhos verdes escuros que, como pêndulos, hipnotizaram Marcos instantaneamente. Poderia jurar que, se a menina usasse uma coroa, seria uma princesa. Elas se aproximaram.
- Oi gente! – disse Fabi. – Essa é a Roberta, estudo com a gente e encontramos ela aqui na praia! Coincidência, né?
Marcos sorriu e disse oi, simpaticamente e só naquela hora se deu conta de que havia deixado seu cigarro cair.
Roberta se sentou na cadeira desocupada que, por sorte, era do lado da de Marcos. Conversaram a tarde inteira sobre diversas coisas. Em tão pouco tempo, os dois estavam quase íntimos, trocando flertes nas entrelinhas.
A noite chegou e ali estavam todos, inclusive Jorge e Bernardo. Num lance rápido, Roberta beliscou Marcos, numa brincadeira onde os dois riram sozinhos. O menino estava feliz e, pela primeira vez em muito tempo, não era por causa das estúpidas drogas; foi revidar o beliscão quando...
- Oi, meu amor. – disse Roberta para um rapaz sem graça que chegou sem ninguém notar.
Aquele era Silvio, namorado de Roberta.
Marcos acendeu um cigarro. Definitivamente não tinha sorte...”

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

S02E02

"A casa estava uma bagunça. Limpa, porém bagunçada. Na sala, na mesa de centro, não se via o vidro com tantas latas de cerveja. O cinzeiro estava preto de tantas cinzas e branco com tantas bitucas de cigarro, no sofá Bernardo dormia de bruços, sem camisa, com um braço caido no chão e o outro em cima do encosto do sofá. A porta de vidro para a varanda estava aberta e o sol lá fora ardia forte, entrando pelas aberturas da persiana, cegando os olhos de Marcos, que dormia no chão, próximo à parede.
Marcos abriu os olhos lentamente, se espriguiçou e se sentou. Olhou para a sala, com uma dor de cabeça, mas mesmo assim sorriu. Estava feliz. Levantou-se e foi para o banheiro lavar o rosto, passou pelo quarto e viu Renato e Ahaní, sua cunhada, dormindo juntos, abraçados naquele calor. Resolveu encostar a porta e foi para o outro quarto onde deveriam estar seus amigos Fabiana e Jorge, mas eles não estavam.
Voltou para a sala e pegou o último cigarro que havia no maço, acendeu e foi para a cozinha. Abriu a geladeira, pegou uma garrafa de gatorade e foi para a varanda. O vento soprava sereno no quinto andar, Marcos puxou o cigarro e olhou para o mar, então sorriu. A praia estava cheia, as pessoas andavam pelo calçadão e o sol estava bem no meio do céu, ardendo seu rosto recém acordado. Decidiu voltar para dentro da casa, ligou o rádio e colocou Rodeo Clowns para tocar.
Pegou um saco de lixo e começou a juntar as inúmeras latinhas que estavam pela mesa de centro da sala e na mesa de jantar.
O fim de semana estava apenas começando..."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

S02E01

"Fodido na vida, desempregado e sem muita percepção, Marcos levava uma vida desnorteada, sem saber ao certo o seu caminho.
Andava meio de saco cheio da faculdade, vivia mal, saia pouco e vagava pelas ruas, noite afora com seu irmão Renato, sempre se irritando com o tédio e a mesmice de sempre.
Não estava acostumado a sentir o tédio. Estava sentindo que era hora de voltar atrás, deixar o orgulho de lado e assumir que ainda amava Stela.
Ele olhou para a lua, em um céu sem estrelas pensando que o universo conspirava contra ele, tentando encontrar resposta do que teria feito na vida para sofrer de tudo aquilo.
Então levantou-se da mesa, pagou a conta e seguiu com Renato àlguma praça deserta e acendeu seu baseado. Deu o primeiro trago, mais um e mais um, passou para Renato e, milimetricamente, sentiu o seu corpo formigar. Não pensava mais em Stela."

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Season Finale

"Marcos e Stela estavam sentados no terraço do prédio 2 da faculdade, em completo silêncio por cinco minutos, tempo necessário para Marcos obervar a avenida lá embaixo e os prédios brilhando com as luzes de cores diversificadas, saindo de cada janela. Encostou na parede, subiu seus joelhos até o queixo e acendeu seu cigarro, deu uma tragada bem longa, assoprou a fumaça, olhou para as estrelas no céu e então seus lábios se descolaram:
- Então? - perguntou o garoto, ainda olhando para a avenida lá embaixo
- Eu é que lhe pergunto, você não me chamou para conversar? Estou aqui. - Stela parecia um tanto quanto ansiosa para sair do terraço. Marcos não pode distingüir se era o medo de altura que ela provavelmente tinha ou se era a vontade de estar longe do dito cujo psicótico.
- É uma coisa simples, Sté. Você sabe, eu sei que você sabe e o resto do mundo sabe, não entendo porque não falamos disso frentemente. Eu gosto de você, e não é só como amigo. Tenho vontade de poder segurar a sua mão, de olhar nos seus olhos e dizer o quanto eu poderia te amar. Sinto minhas pernas tremerem, minhas mãos suarem e minha cabeça gira, tudo ao mesmo tempo quando vejo você, porque não sei o que fazer, se te cumprimento, se te ignoro. Essa é a verdade e eu sei que a verdade é que não te terei, não agora... talvez nunca.
Stela olhava para Marcos em silêncio, abriu e fechou a boca algumas vezes antes de falar:
- Eu sei, Marcos. Eu sempre soube, até quando eu estava com o Antônio, mas é complicado e sempre foi, nós temos essa "coisinha" entre a gente, mas não sei o que fazer...
- Eu sei o que fazer. - Stela olhou-o nos olhos. - Eu não vou mais te infernizar a vida, não serei mais um "pain in the ass" com você. Essa é a última vez que falarei tudo, agora te deixarei em paz.
Marcos se levantou e jogou seu cigarro lá embaixo e seguiu para dentro da faculdade. Desceu as escadas e pegou o elevador. Colocou seu fone de ouvido e começou a ouvir The Verve - Bittersweet Simphony, passou a catraca e seguiu pela avenida.
- Marcos! - Stela estava alguns passos atrás, parada, o olhando. Tinha o seguido até lá embaixo, com uma cara perplexa. - O que você vai fazer agora? Então é isso?
Marcos sorriu, um sorriso com muita ternura e paixão:
- Acabou nossa história, Sté. E ela não tem um final feliz. Deixa como está, eu vou deixar.
A música explodiu nos ouvidos de Marcos, então ele se virou e continuou a caminhar, olhando para frente, seguindo para o ponto de ônibus, para ir embora. Ele sorriu, estava livre novamente."

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Parte X

"Após ter ficado minutos de olhos fechados, Marcos abriu os olhos. Nem sequer se lembrava de onde estava, apenas se sentia bem. Estava com seu irmão mais velho, Renato, em um campo, de grama bem verde e poucas árvores. Era tarde, o sol estava se pondo, deixando o céu alaranjado que, junto das nuvens brancas, deixava um quê de obra de arte.
Ali ficaram por horas, conversando sobre coisas. Renato e Marcos eram irmãos e muito amigos, eles sabiam o que o outro pensava sem precisar falar, bastava um gesto, um olhar ou uma risada. Aqueles dias estavam sendo importantes para Marcos, ele havia se esquecido um pouco de Stela, que nessa altura já estava com outro, provavelmente.
Heis que o celular de Marcos começou a tocar When my guitar gently weeps, dos Beatles. Os dois permaneceram em silêncio, as risadas cessaram, e ambos olharam para o céu, criando seu próprio mundo. Marcos fechava e abria o olho em longas piscadas que duravam, para ele, mais de 20 minutos, para quem estava vendo, apenas alguns segundos.
A sensação era impossível de se descrever. Os dois irmãos riam e conversavam sobre assuntos diversos, cada assunto que puxava o outro, criando uma teia, onde o primeiro assunto era o criador de todos os outros. Estavam felizes, em um mundo a parte, sem guerras, sem fome, sem corações partidos; eram eles e suas teorias malucas.
Os olhos descansados, quase fechados davam à eles a sensação de uma certa liberdade, estavam leves, despidos do ódio. Só existia o amor e a paz com os irmãos, alí ficaram por mais algumas horas.
E, ao som de Here comes the sun, se levantaram da grama. O sol já estava coberto pela noite, era hora de ir. Marcos deu sua última tragada e jogou a ponta fora.
Era hora de voltar para a realidade."

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Parte IX 1 e 2

"Marcos travou. Estava tão confiante que conseguiria abrir seus sentimentos de vez para Stela, mas não conseguiu. Nessa altura, ela já sabia que ele a amava, o que já não era tão importante para um segredo, segundo Marcos. Ele já não ligava, ele queria desabafar, mas não para todas as pessoas a quem desabafou. Ele sentia a necessidade de olhar nos olhos de Stela e dizer: Me note, eu estou aqui.
Na sexta-feira estava decidido e chamou Stela para conversar. Travou. Só conseguia dizer obrigado e como ele era ridículo. Até que o mais ridículo aconteceu. Antônio estava alí, olhando para ele nos olhos, com um ódio no olhar que fez Marcos hesitar:
- Ele está aqui, não consigo. Ele não quer a gente conversando.
- Para de ser bobo.
Ele a ouviu e parou. Não poderia continuar esse amor platônico para sempre, então decidiu Stela viver a vida dela. Não iria mais se meter ou se envolver.
Quase uma semana se passou. Marcos adoeceu e faltou muito na faculdade, tentou esquecer de Stela e não foi mais procurá-la. Na quinta-feira recebeu uma notícia: Stela não namorava mais. Ela teve apenas uma recaída com Antônio e viu que ele não era nada do que ela queria em um homem. Ela queria uma companhia e não alguém que tinha posse der algo.
Marcos sorriu ao saber da notícia. Fazia tempo que seu coração não acelerava tanto como nesse dia."

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

I won't give in....

Não desisto de você. Posso não falar com você, posso não ver como está seu cabelo hoje, posso não sentir o cheiro de Tarsila ou Florata'n'Blue (não sei escrever) ou 2n2 Sexy, mas isso não quer dizer que não penso em você.Penso sim, porque vc foi alguém especial em minha vida, passou, mas deixou marcado algo que nunca irá se apagar, nunca mesmo. Não peço seu perdão, nem sua compaixão, eu não preciso dela. Mas eu quero que você viva e seja feliz, bem perto ou a distâncias quilométricas de mim, contando que viva bem.

Foi com você que aprendi que amar é um sentimento e não um showzinho que precisa ser mostrado a cada segundo. Existem maneiras e maneiras de amar e demonstrar esse sentimento. O meu agora é apenas viver minha vida, mas com a segurança em saber que você vive a sua, e está feliz nela.Sua felicidade faz parte da minha vida, e, infelizmente (ou felizmente), você não pode fazer nada a respeito.